Ficamos por -1

O jogo de ontem nos serviu de uma lição. De que como a interpretação de um lance pelo árbitro pode ser tão decisiva para uma partida. O grande cerne da questão é que ela foi errônea. Vimos um Galo que deu o sangue, fez uma partida muito mais apresentável para um vice-líder do campeonato mais disputado do mundo do que sua primeira partida diante de um Figueirense de time regular.

Aonde foi parar o time focado que não se deixa abalar por fatores externos? Ele anda sumido. E creio que com um pouco de razão, diante dos últimos acontecimentos que botaram o time de Itaquera na liderança do Brasileiro.

Mas voltemos a Copa do Brasil. Leonardo Silva, o zagueirão que ficou de torre gêmea única na zaga, apenas matou um contra-ataque que botaria o atacante do Figueirense, na cara do gol. Pelo teor da falta, braço do zagueirão para matar a jogada que tinha grandes chances de terminar em gol, valeria apenas um amarelo. Mas o arbitro insensato foi no vermelho, e mudou todo o panorama

Galo pontuou com um ótimo lance de Giovanni Augusto, que passou de raspão na cabeça de Edcarlos e balançou o fundo das redes. Mas o Figueirense virou o jogo em duas bolas em que Victor não soube raciocinar se saia em busca da bola ou fechava o angulo de seu gol, dando a classificação ao time de Santa Catarina, e tirando o sonho do bi.

É triste, mas ficamos por 1.

Foto: MG/Superesportes

Leonardo Silva foi expulso pela segunda vez em dois jogos. Foto: MG/Superesportes


Nara Scarpelli é estudante de Jornalismo e escolheu o futebol e o Clube Atlético Mineiro como suas eternas paixões. Neste espaço falará das suas percepções esportivas e como lhe fascina a habilidade humana dentro dessa área.