Galeria de Arte Copasa apresenta exposição “Memória Líquida”

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Abertura da exposição aconteceu na noite de quinta (5)

Começou nessa quinta feira (5) a exposição de esculturas “Memória Líquida”, do artista plástico Carlos Calsavara. A coleção é composta por 25 peças de variados tamanhos, feitas de cerâmica e outros materiais, como madeira, metal, vidro e tinta automotiva, e ocupa o espaço da Galeria de Arte Copasa até o dia 5 de abril. A exposição é uma das selecionadas pelo 11º Edital de Concorrência Pública aberto pela instituição.

O evento de abertura contou com a presença de amigos e admiradores de artes plásticas. A professora de desenho da Faculdade de Belas Artes da UFMG, Maria do Céu Diel, comentou sobre a exposição e ressaltou a importância do espaço. “Estou gostando bastante, tem peças bem bonitas. A galeria é bem simpática e sintética e a iluminação também está muito bonita. Este espaço é importantíssimo para a cultura e para os artistas”. O engenheiro argentino Daniel Ferreira ficou sabendo da exposição e foi conferir de perto. “Gosto muito da arte barroca e gostei muito da exposição. Achei original e diferente”.

Calsavara é natural de São João del-Rei, Minas Gerais, e atua profissionalmente desde 1997. O escultor se formou em Artes Aplicadas com ênfase em cerâmica pela Universidade Federal de São João del-Rei em 2013, mas iniciou a produção das peças da série ‘Memória Líquida’ bem antes disso. A primeira obra, “Torneira”, foi criada em 2008, baseada nos desenhos que servem de estudo para a criação de esculturas decorativas, a partir do desejo de Carlos de criar algo diferente das peças de arte sacra a qual estava acostumado. “Eu ficava restrito ao tema da encomenda, então disse: preciso criar alguma coisa minha”, afirma.

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O artista Carlos Calsavara, ao lado da primeira peça da série, composta de cerâmica, látex acrílico, madeira e sucata

As peças são, em sua maioria, feitas de cerâmica branca ou vermelha, e ressaltam as formas barrocas, misturadas aos elementos líquidos, representando as possibilidades estéticas do movimento da água, congelada em um instante. Segundo Carlos, a inspiração foi inconsciente, e remete às memórias de suas brincadeiras de infância com a água. Esta é a primeira vez que o artista expõe em Belo Horizonte, mas seu trabalho já tinha sido exposto no Centro Cultural da UFSJ em 2013.

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A mostra, que tem realização da Copasa e montagem do artista e da companhia, fica aberta das 8h às 19h e tem entrada franca. A Galeria de Arte Copasa fica na Rua Mar de Espanha, 525 – Santo Antônio, Belo Horizonte/MG.