Quem não faz, leva. (INJUSTAMENTE)

Ontem pude acompanhar o que pra mim foi um (se não foi o) jogo mais bizarro de um Campeonato Brasileiro que já se teve notícia. Desde quando descobri minha paixão pelo futebol, acompanhei vários jogos, do meu time de coração (ou não), em que supostos “erros de arbitragem”, mudaram todo o panorama de uma partida.

Mas ontem esses “erros” passaram dos limites. Estavam nítidos até para os mais leigo dos telespectadores. 11 impedimentos, ONZE, contra o Galo, apenas DOIS aplicados corretamente. Uma expulsão que, de acordo com o árbitro, pelos gestos e palavras de “Pô, foi falta”, de Marcos Rocha (e ele estava coberto de razão, pois a falta foi acintosa, matando o contra-ataque do jogador pela direita).

Mas, diante de tantas falhas, cabe questionar: ou falta técnica da arbitragem ou eles trabalham em prol de um bastidor sombrio e que esse ano não está tendo medo de sair das sombras: o beneficiamento de um determinado time dentro da competição.

Minas Gerais, nos últimos 2 anos, tem sido soberana nos campeonatos que disputou, levando para o estado 1 Libertadores, 1 Copa do Brasil e 2 Brasileiros. Ao verem uma queda dos times do já famigerado eixo Rio-SP, e vendo o Galo com uma campanha impecável na liderança do Brasileiro, os lobistas sem rosto, que injetam milhões e milhões tanto dentro da entidade máxima do futebol brasileiro quanto em times de sua predileção, resolveram mexer seus pauzinhos. As investigações recentes dentro da FIFA e dentro da própria CBF não me deixam mentir sobre essa possibilidade tão excusa.

Um jogo que começou bonito, com dois times indo em busca do resultado, acabou se perdendo nas balbúrdias descaradas de quem deveria conduzi-lo com maestria. A perda foi tamanha que o placar do jogo terminou em 1×0 não pelo mérito do Atlético-PR, mas por um pênalti inexistente e outras jogadas em favor do Galo que poderiam ser claras chances de gol que simplesmente foram ignoradas.

Me entristece ver que o futebol brasileiro vêm perdendo seu brilho e ficando cada vez mais esquálido nas mãos de quem oferece mais dinheiro por ele, e que as mordaças invisíveis estão cada vez mais numerosas e apertadas, com punições a jogadores em campo que expressam sua indignação diante de tantos “erros” numerosos, quanto a dirigentes que resolvem botar a boca no trombone. Se continuar assim, elas chegarão até a boca da torcida, essa sim que contribui da forma que pode para que o futebol brasileiro continue pelo menos um pouquinho mais bonito.

O que resta agora é que a confiança volte e que, mesmo lutando contra o óbvio, tenhamos forças para vencer em campo.

PS.: Também me entristece muito ver os torcedores rivais achando bom tudo o que vem acontecendo durante os últimos jogos. Gostaria de lembrar que a rivalidade existe sim, mas que diante de tanta corrupção velada, vale deixar o clubismo de lado e nos unirmos, pois o seu time também já foi prejudicado em algum outro campeonato por “erros de arbitragem” que com certeza também te deixou indignado.

Lucas Pratto tentou mas não pôde levar Galo a vitória. Foto: Divulgação/O Dia


Nara Scarpelli é estudante de Jornalismo e escolheu o futebol e o Clube Atlético Mineiro como suas eternas paixões. Neste espaço falará das suas percepções esportivas e como lhe fascina a habilidade humana dentro dessa área.