Situação do ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’ continua indefinida

odia meia horaSem publisher desde dezembro, quando Ramiro Alves deixou o cargo para assessorar Nelson Barbosa, os jornais do Grupo Ejesa passam por um momento difícil. Rescisões de funcionários demitidos em julho do ano passado, quando o Brasil Econômico foi extinto, ainda não foram pagas. Salários e benefícios dos funcionários dos jornais ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’ também estão atrasados e as edições de Natal e Ano Novo foram suspensas, já que não havia caixa para comprar o papel da semana antecipadamente.

O diretor de Redação Aziz Filho passa a acumular, temporariamente, a função de Ramiro, para garantir que os jornais não vão fechar, mas ainda não há previsão para o pagamento dos valores. Uma comissão se reuniu com a direção e o parcelamento do 13º salário será proposta. A situação lembra o que ocorre com os funcionários do Estado de Minas e da TV Alterosa, ambos dos Diários Associados, que também vive um momento ruim, com indefinição nos cargos e protestos contra os atrasos.

Violência

Um levantamento do Comitê para Proteção de Jornalistas apontou 69 casos de violência fatal contra profissionais de imprensa em 2015, sendo seis deles no Brasil. O número coloca o país na terceira posição entre os países mais violentos para jornalistas. O Brasil só ficou atrás da Síria, com 13 casos, e da França, com nove. Ainda segundo o Comitê, 2015 teve o maior número de mortes dos últimos 23 anos.

Fato Online

Rudolfo Lago deixou o cargo de editor-chefe do portal Fato Online, que parece também ter sido alvo da crise. Menos de um ano após o lançamento, surgiram rumores sobre atrasos nos salários no fim de 2015, o que levou o Sindicato dos Jornalistas do DF a oficiar a empresa para confirmar as denúncias anônimas ao órgão. A editora de Economia Sheila D’Amorim acumulará interinamente o cargo de editora-chefe.

 


por André Correia

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